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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Librianos não se pautam pela opinião dos outros e dão uma banana para qualquer tipo de preconceito.

Ou:

Ó Abre Alas que eu quero passar!


A libriana Chiquinha Gonzaga, que aniversariava hoje (17/10), enfrentou a sociedade de sua época de muitas formas:

Teve a coragem de pedir a separação de um marido abusivo, chocando seu círculo aristocrático e, por isso, sendo banida dele;

Tendo perdido a guarda de seus dois filhos menores, encarou o preconceito de criar sozinha o filho mais velho, vivendo de sua música: dava aulas particulares de piano e também em lojas de instrumentos musicais; 

Mais tarde, veio a ter mais uma filha com um antigo amor da juventude, com quem viveu alguns anos, mas que também deixou por não admitir suas traições com outras mulheres;

Dedicando-se à sua música, tornou-se bem-sucedida e famosa compondo polcas, valsas, tangos e canções e foi a primeira mulher a compor choro, a tocar num grupo de choro, a primeira pianista de choro, a primeira mulher a formar seu próprio grupo musical, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil;



Chiquinha foi autora da primeira marchinha de Carnaval: "Ó Abre Alas", de 1899;

Sendo ela própria filha de uma mulata humilde, Chiquinha militou pela abolição da escravatura;

Chiquinha no colo de sua mãe

Chiquinha se destacava por ser uma mulher totalmente independente, num tempo em que as mulheres ou eram comandadas pelo pai ou pelo marido, e fumava em público, o que não "ficava bem" para uma mulher.



Aos 52 anos, finalmente conheceu o amor de sua vida: João Batista Fernandes Lage, um jovem músico de 16 anos. Os dois viveram juntos até a morte de Chiquinha, aos 87 anos. E foi com ele à cabeceira, esse companheiro dedicado, fiel e apaixonado, que a maestrina faleceu na véspera do Carnaval de 1935.



Em sua honra, em 17/10 comemora-se o Dia Nacional da Música Popular Brasileira.

Ouça agora a polca "Atraente":



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